Julho 15 2008
«... li que esta espécie de encantamento, o estado de ânimo dos apaixonados em eterna espera do amor ausente, é semelhante ao delíquio dos hipnotizados; e o seu olhar lembra o dos doentes que, erguendo a custo as pálpebras, despertam do coma. Do mundo, estes só vêem um rosto, nada mais ouvem do que um nome. Mas, um dia, acordam. Olha para mim. Olham à sua volta, esfregam os olhos. Já não vêem só esse rosto... para ser mais rigorosa, vêem também esse rosto, mas tremido. É uma sensação estranha. O que ainda na véspera não se podia suportar, nos doía e queimava por dentro, hoje já não nos faz sofrer. Ontem, tudo era ainda improvável, flutuante e sem sentido, e a realidade era bem distinta. Ontem, ainda querias vingança, ou redenção, querias que telefonasse, que tivesse necessidade de ti, ou que fosse metido na prisão e condenado. Sabes, enquanto sentes isso, o outro regozija-se por estar longe de ti. Continua a exercer poder sobre ti. Mas chega o dia em que acordas e não queres já vingar.te... e compreendes que a única e verdadeira vingança, a mais perfeita, está em nada mais quereres dele, nada lhe desejares de mau, nem de bom, não conseguir já fazer-te sofrer. »
publicado por contrariadora às 19:41

..."está em nada mais quereres dele, nada lhe desejares de mau, nem de bom, não conseguir já fazer-te sofrer." . sugeres com esta frase indiferença?
Há quem defenda que mostrar indiferença seja um castigo perfeito para aqueles que pela sua presença, quer física quer em pensamento, nos incomóda a alma.
Também tenho a dizer que...às vezes resulta.
miss anti-social a 16 de Julho de 2008 às 16:54

Eu também interpreto como indiferença total...até ao dia em que nos cruzamos e não se sente nada,...
nem nos incomoda...
Mas será que isso acontece mesmo? Ou fica sp aquele friozinho na barriga, aquele pequeno desejo de vingançazinha?
Quanto à indiferença até pode resultar mas quanto a mim, prefiro que o destino não permita qualquer possibilidade de cruzamento de caminhos para evitar um olhar e um falar menos sinceros.
Concordas?
Beijinhos p a minha mais fiel leitora;))

O destino...esse rebelde, contrariador...
Chego a acreditar que ,por vezes, o destino actua no sentido oposto ao desejo da pessoa só para ter o prazer, ou simplesmente desempenhando o seu papel místico (ou serámítico?) , de aprendermos qualquer coisa.
Aquilo que mais desejamos que não aconteça por vezes acontece, tal como Leis de Murphy (quase)Destino? Coincidência? Uma incógnita...
Sim...o destino poderia poupar-nos a certos cruzamentos, do ponto de vista dos intervenientes, desnecessários....cuja interacção leva à crueldade da comunicação "falsa", "de ocasião", insípida...
Será a indiferença um acto consciente, voluntário do ser humano (mesmo mecanismo de defesa?), ao mesmo tempo demonstrador de uma infantilidade muito suis generis?

beijinhos
gosto de pensar, o teu blog satisfaz-me esta cruel necessidade...

keep on the excellent work!

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