Janeiro 08 2009

Esqueço todas as coisas importantes com a mesma facilidade com que esqueço as triviais. Esqueço por repressão, por sublimação, acto falhado. Esqueço porque o que se esquece não nos magoa.

 

                                                 Pedro Mexia, in Notícias Sábado,10 de Fevereiro de 2007.

publicado por contrariadora às 20:08

Janeiro 08 2009

 

And the stone word fell
On my still-living breast.
Never mind, I was ready.
I will manage somehow.

Today I have so much to do:
I must kill memory once and for all,
I must turn my soul to stone,
I must learn to live again--

Unless . . . Summer's ardent rustling
Is like a festival outside my window.
For a long time I've foreseen this
Brilliant day, deserted house.

 

                                    Anna Akhmatova, translated from the Russian by Judith Hemschemeyer.

publicado por contrariadora às 19:38

Janeiro 08 2009

"Não sei quanto tempo passou. Quando dou por mim, continuo sentado à secretária a olhar fixamente para as minhas mãos. Nas minhas mãos perduram as marcas do meu prolongado olhar pleno de interrogações.
«Para uma pessoa ficar estragada é preciso muito tempo.»
Quanto tempo é muito tempo?"

 

 

Haruki Murakami, in Crónica do Pássaro de Corda, trad. Maria João Lourenço, ed. casa das letras.

publicado por contrariadora às 19:31

Janeiro 08 2009

"Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã."

 

 

Carlos Drummond de Andrade

publicado por contrariadora às 19:15

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