Abril 14 2009

"Linearidade não existe quando se fala em amor. Amor de verdade, como se vê por aí, precisa do instigante sabor do destempero para reconhecer-se vivo e palpitante. Pode parecer leviano esperar que a fonte do sentimento mais procurado esteja quase sempre perdida em espaços cheios de arestas afiadas. Amar é saber arriscar! Amar é o risco da existência!...(...)

é fácil confundir amor com apego, instropecção com carência, afetividade e carinho com “segundas intenções”. Tão fácil dizer que ama sem reconhecer, de fato, a verdade dos sentimentos que invadem o corpo sem pedir licença. Amor comum é amor substituível, amor descartável, amor banal.

Dá pra saber se há amor, baseando-se na fóbica realidade humana, quando há opressão e medo de perder. Quase um índice, categórico! Opressão que leva ao receio que leva a angústia que leva a solidão que remete ao amor. Parece complicado, mas é quase sempre assim que as coisas do coração funcionam. Parece que a possibilidade de perder a quem se ama sufoca.

É tão sério entregar tempo e afeto a outra pessoa que, distraidamente, cruza seu caminho. É quase como reescrever a teoria da relatividade: pode mudar completamente a vida!
Desvendar-se diante de alguém é mais complexo que despir-se. Expôr, ainda que moderadamente, aquilo que se é quase sempre causa vertigem e quase nunca é retrato real. O ser humano é desconfiado por natureza e até amando (ou propondo-se tal hipótese) reproduz um cenário fantasioso e camuflado.

Tudo que é comum a duas pessoas deve sim, ser compartilhado. O mistério é permitido apenas como arma de sedução. Dívidas, problemas, estresses, preocupações e carinho precisam, sim, ser intensa e insanamente vividos em conjunto.

 

Amar e ser amado é a mais complexa oportunidade de reconhecimento, crescimento e amadurecimento que o homem pode viver. Saber-se amante e sentir-se amado deve assemelhar-se muito com o despertar matinal. É uma benção! É um estado permanente de gratidão! Superar todas as agruras, aprimorar o encantamento, fazer prevalecer a concordância mútua é simplesmente um espetacular exercício de engrandecimento humano.

Por isso, a tranqüilidade e a segurança da certeza de conhecer quem se ama dissipa qualquer neblina e faz resplandecer horizontes plenos e inimagináveis de regozijo!"

 

publicado por contrariadora às 23:13

E aqui está parte da resposta que procurava...
MA-S a 15 de Abril de 2009 às 13:47

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